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    Microchips em animais: implantação ajuda na identificação de animais perdidos

    Publicado em 29/03/2018

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    O aparelho microchip é usado para a identificação de animais e é obrigatório para todos os filhotes que são vendidos em petshops de São Paulo e do interior do estado. Ainda que não seja obrigada a microchipagem de cães já adultos, a prática vem aumentando como uma forma de precaução.

    O chip contém informações a respeito do animal, como o seu nome, endereço, nome do dono e telefones de contato caso ele se perca. “É que nem seguro de carro: a gente faz para garantir a tranquilidade, mas não quer precisar dele nunca”, compara Antônio Fini, de 59 anos, dono do Toddy, um labrador. Veterinários têm indicado por ser justamente o que Antônio afirmou, uma garantia de tranquilidade para que o dono seja facilmente encontrado caso o cão se perca.

    Gustavo Mantovani, veterinário da empresa D4Microchip, esclarece como funciona a tecnologia: o aparelho é encapsulado em um cilindro bastante pequeno, de vidro biocompatível, sendo feito especialmente para que o organismo não o rejeite. Ele afirma que o material usado é o mesmo que se usa para a fabricação de marcapassos. Com medida entre 1 e 3 cm, o chip tem um número único que não pode ser alterado, e somente é ativado a partir do acionamento do leitor, que comunica os dados a partir de radiofrequência.

    Com valores entre R$ 50,00 e R$ 100,00 na capital do estado, o chip ainda não tem um preço convidativo no Brasil, apesar de estar ganhando cada dia mais espaço e de estar se tornando mais popular. Segundo Valéria Pires, veterinária gestora clínica do grupo Pet Center Marginal, muitos donos não usam o equipamento em seus pets por não saberem que essa tecnologia existe, ou que é acessível. “Quando o cliente vem para dar vacina no animal, por exemplo, nós comentamos sobre o microchip, e ele acaba pedindo para implantar como prevenção”, afirma.

    Nos Estados Unidos e alguns países da Europa, o uso do microchip é bastante popular, tendo tornado possível o retorno de muitos cães à segurança de seus lares. Max, um maltês que fugiu de casa, foi encontrado a mais de 1900 km de distância de sua residência graças ao microchip que continha seu endereço, comprovando a eficiência da utilização desta tecnologia.

    É preciso, entretanto, para saber a localização do pet, que ele animal seja submetido à leitura do microchip com um equipamento bastante específico. Em São Paulo, o Centro de Zoonoses é equipado com leitores, mas segundo informações, não houve qualquer animal encontrado utilizando o equipamento. Os animais que são recolhidos na cidade e colocados para adoção, entretanto, são microchipados no momento em que encontram uma família. Com isso, somado às instruções dadas por veterinários, acredita-se que a adesão será bem maior nos próximos anos.

    Mantovani informa que os donos que tiveram seus animais microchipados e há uma fuga ou desaparecimento, deve-se entrar em contato com o veterinário que realizou a implantação, além de acionar a empresa fornecedora do microchip. Ainda segundo ele, os chips são usados em cães e gatos, mas também em peixes, aves, morcegos, ratos, cobras, cavalos e bois, na região do pescoço, normalmente do lado esquerdo.

    A grande dificuldade encontrada ainda hoje, mesmo com taxas crescentes de adesão, é o cadastro que, normalmente, é único por empresas que vendem o aparelho, não sendo, portanto, unificado em todo o Brasil. Existem atualmente, duas grandes redes de bancos de dados. O ideal, segundo Valéria Pires, é realizar o cadastro em ambos bancos de dados para que seja mais fácil identificar o animal. De acordo com Gustavo Mantovani, apenas 80 clínicas da cidade de São Paulo possuem o equipamento de leitura de microchips. Outra “desvantagem” do aparelho, é que ainda não é possível localização via satélite, o que facilitaria ainda mais a localização, mas ainda assim trata-se de algo bastante eficiente como prevenção no caso de fugas.